Antes de assistir o vídeo, saiba que é nudez do começo ao fim. Não abra na frente do seu chefe, ou abra. 

Quando me enviaram o vídeo fiquei de queixo caído, não pela nudez. Mas o clipe é lindo, lindo. A música também. Ele apresenta a nudez de forma tão natural, mesmo que com cabeças enormes de papel e intervenções gráficas, é tudo natural. O corpo humano, apenas.

Em boa forma? Sim, dançarinos. Apenas isso. Sem chatices.

O clipe é da música “Love it or Leave it”, do cantor israelense Asaf Avidan.

Vulneráveis, os corpos nus dançam ao som de frases como “Longa é a noite quando você procura pela luz, mas as escuridão perdura”, “Ame-o ou deixe-o” e “Arregace as mangas. É difícil acreditar, mas é você”. Um clipe repleto de corpos completamente expostos, rostos tapados.

Quantas pessoas o clipe ofenderia? Assustaria? Chocaria?

O clipe me encantou pela simplicidade, naturalidade e conexão da imagem com a música. Belíssimo. Não existe discurso completamente claro, não existe narrativa explícita. É possível interpretar o vídeo de diversas maneiras.

Certas partes do corpo só são “obscenas”, porque assim acreditamos.  É o significado que atribuímos. Apesar de ser a categoria utilizada, não me venha com “nu artístico”. O clipe tem pessoas peladas. Peladas, igual você fica em diversos momentos da vida.

A nudez incomoda, alguns mais que outros, em certos momentos mais que outros. A nudez é censurada, até quando completamente dessexualizada. O vídeo está no youtube, mas apenas para maiores de 18 anos. O site permite vídeos com nudez, desde que artística. Ainda não aprendemos a lidar, com naturalidade, com uma das coisas mais naturais do mundo, nosso próprios corpos. 

Via Ed Luiz