Texto originalmente publicado, no Muza, em novembro de 2011. | Foto por: Lynn Friedman

Demonstrações públicas de afeto, um dos maiores ‘medos’ de muitos gays. Afinal, onde posso andar de mãos dadas, onde posso trocar carinhos? E uma pergunta tão comum quanto as anteriores “Devo demonstrar carinho em público, está certo isso?” As respostas são simples e nem tão simples. 

Andar de mãos dadas com a pessoa que você ama deveria ser completamente normal em todos os lugares, mas como bem sabemos a realidade é outra. Então vai do bom senso, saiba onde está, se é um local onde há respeito ou preconceito, é a questão da autopreservação. 

Se você DEVE demonstrar carinho em público depende apenas da sua vontade. Chega a ser estranho discutir isso, por ser algo tão simples, mas o preconceito nos impede de fazer muitas coisas. E não digo apenas o preconceito dos outros, conheço pessoas que não tem coragem de demonstrar afeto em público. Motivo? “Acho falta de respeito”. E não, eles não se referiam as agarrações inconvenientes com as quais nos deparamos, sejam casai gays ou heteros, eles se referiam as mãos dadas, um selinho, ou até cumprimentar amigos com beijos na bochecha. Este é o momento em que percebemos o quão infiltrada está a homofobia. 

Demonstrações públicas de afeto, desde que não sejam exageradas, devem ser naturais para todas as pessoas. Abraços, mãos dadas, beijos e etc, são coisas simples da vida, coisas que não deveríamos ter de pensar em fazer ou não. E sito é preocupante, pois e algo tão simples e corriqueiro pode ser um problema tão grande, como fica o resto? 

Os pequenos detalhes fazem mais diferença do que imaginamos. Se não posso nem andar de mãos dadas, como espero me casar, ter filhos?