Late at night...


Late at Night foi um blog escrito entre 2009 e 2011. 

"Tarde da noite pensamentos afloram na cabeça inquieta de um adolescente. Tarde da noite um turbilhão de ideias, emoções se desperta, se liberta. Em um fluxo sem rumo, sem direção tudo acaba aqui. Tarde da noite é o momento de nos deliciarmos com o que uma mente inóspita pode nos oferecer, é hora de nos entregarmos aos mais puros pecados, as mais puras virtudes. Aos nossos maciços desejos.  Tarde da noite não existe proibição, não há o que temer, não há limites. A escuridão te protege e as poucas luzes lhe guiam.  Em qualquer língua, em qualquer vibração, em qualquer cultura, em qualquer tipo de comunicação..."

- descrição do Blog original

Amo você, ou nossa história?

tumblr_lg91vw736o1qzd6kko1_500_large

Te amo, ou amo nossa história?   

Já não sei   

Me perdi,    

Não te encontro.   

Desejo teu corpo junto ao meu   

Queria poder te esquecer   

Já não sei mais se sou seu   

Nossa confusão de sentimentos, histórias, encontros e desencontros. A dinâmica do amor, sem rumo e sem razão.   

Cada encontro um alívio, cada partida uma ferida. Um ‘chegar muito tarde e partir muito cedo’ que tortura nossas pobres almas e consome nossos corações.    

Esqueça-me, então te esquecerei. Não posso ser o primeiro, não quero quebrar seu coração mais uma vez.   

Quem sabe assim possamos descansar em paz, largar de vez essa dor que corta o peito sem sangrar, talvez nossos pulmões voltem a respirar normalmente, ofegar em outros corpos.   

Será que seríamos incapazes, ou somos apenas crianças teimosas? Será que morreríamos sufocados antes de conseguirmos outros ares, será que nossos corações sangrariam até a morte. Será?    

Não sei se conseguirei um dia, não sei mais o que é o nosso amor. Não sei se amo nossos dias felizes, não sei se nos amo. Nas chegadas e partidas acabei confundindo as direções, cheguei num beco sem saída. Te amo, ou amo nossa história?

Cada um, Todos nós, Um só

amizade amor fraterno família

Cada um com uma canção

Cada um com um filme

Cada um com suas falas

Cada um com mil memórias

Na simplicidade descobri a amizade

No sorriso descobri o abrigo

No silêncio descobri o carinho

Nas ações descobri o amor

Na distância encontrei a saudade

Na saudade descobri a dor

No reencontro descobri sua insignificância

Cada curva e cada reta

De cada letra, de cada palavra

Cada detalhe um batimento

Um batimento de meu coração

Um coração que bate por vocês

Amigos de verdade

Que levarei para além de sete palmos

Além de cinzas jogadas, além das nuvens no céu

Ou seja lá onde eu vá parar, não sei

Só sei que lhes amo

Que lhes amo por inteiro

Sem metade da laranja

Sem alma gêmea

Pois somos uma só alma

Habitando diferentes corpos.

Bloody desire

Texto: Guilherme Bayara | Imagem: People-always-lie (edited by: Guilherme Bayara)

face,girl,weird,bloody,vampire,blood

O sangue ferve

O coração para

A mente esfria

O instinto toma conta, a vontade louca de consumir vida, vê-la se esvair. Cada gota de humanidade desaparece, evapora, sublima quase tão rápido quanto à prévia do sublime prazer te consome.

O vermelho te fascina, encanta. A gota rubra te hipnotiza como a muleta hipnotiza o touro, sua respiração acelera de forma animal, a consciência foge de forma fatal. Os olhos se cravam na vítima, o raciocínio calculista toma conta do resto.

O calor se transfere para seu corpo, suas mãos, mais quentes do que nunca, seguram algo frio, o arrepio em teus braços quentes te satisfaz. Os reflexos vermelhos tomam conta do ambiente, a cor frenética te acalma de forma atípica, seu sangue azul vibra com o vermelho ao seu redor. Drácula se orgulharia de seu prazer, mais um amante do sangue, mais um provedor da morte.

A fantasia te seduz rapidamente, a tentação toma conta de sua mente. A coragem aparece, a mente precisa de pouco pra ceder. Você sacode a cabeça, a razão te barra, a imaginação é o suficiente.

Mas um dia isso pode mudar... e quem sabe...

Um mar vermelho, particular, você irá criar...

Meu sangue

coração_sangue_amor

Texto: Guilherme Bayara | Imagem: We heart it

Talvez torturador   

Quem sabe assassino   

O maior serial killer   

Venenoso, traiçoeiro, viciante, prazeroso. 

Age como droga que aos poucos no domina, o prazer não desaparece, é apresentada à dor.   

Já diziam, “Quando a cabeça não pensa o coração se apaixona”. O sangue contaminado lhe tira o controle, seu corpo se entrega facilmente, você tenta se enganar, a hipnose involuntária auto administrada invade sua mente.   

Ah, o amor. Alegria dos apaixonados, maldição dos não correspondidos, esperança dos esquecidos, tortura dos iludidos.   

O protagonista coadjuvante, o coadjuvante protagonista, sempre presente, sempre lembrado, sempre culpado.   

Ah, o amor...   

4

Nunca um número tão pequeno

Fora tão complexo

Nunca quatro letras foram tão cruéis.

Paraíso

Texto: Guilherme Bayara | Imagem: We heart it (editada por: Guilherme Bayara)

paraíso_amor_saudade

Aprendemos a ser independentes,

apendemos a ficarmos separados.

Aprendemos a ficar distantes,

aprendemos a ficar distantes.

A dor se foi,

O carinho ficou.

Memórias eternas,

Presente feliz e futuro incerto,

O que deveriamos ter sido desde o começo.

Quando a saudade bate corremos um para o outro,

Escapamos em nossa fantasia,

Nos isolamos do mundo,

Vivemos nosso romance as escondidas.

Um lugar no paraíso,

Ao teu lado,

Dois dias que se passam,

Dois corações que se tocam,

Dois corpos que se aquecem.

Aprendemos que somos livres

Que talvez nossi dia chegue

O dia em que ficaremos juntos

Que talvez esse dia não exista.

Deixamos de lutar contra o invetável

Aceitamos o necessário

Recriamos o extraordinário.

Te espero meu amor

Em nosso lugar no paraíso

Com um sorriso no rosto

E um abraço amigo.

Felicidade em sua simplicidade

Texto: Guilherme Bayara | Imagem: We heart it

felicidade_simplicidade

Que se exploda o utópico, que se exploda o perfeito, que se exploda o politicamente correto, que se exploda o politicamente incorreto, que se explodam os padrões, que se exploda a revolta.

Quero sentar na beira do rio com meu casacão, olhar pro nada e rir do vazio. Quero sentar no sofá, ver um filme e tomar um chocolate quente com vinho. Quero ver as estrelas no céu da cidade, o sol no jardim do campo. Quero correr por entre os carros no engarrafamento, dirigir lentamente numa estrada vazia.

Quero nadar às 3 da manhã, almoçar às 4 da tarde, dormir quando me der vontade.

Quero e não quero. A tranquilidade de não ter de escolher. Fugir, andar a pé. Quero colocar um salto, tirar a maquiagem, quero andar descalço e de óculos escuros. Ficar desleixado, esquecer do glamour, que se exploda.

Vou fazer o que nunca fiz, repetir o que gostei, ignorar que desagradou. Vou pra Paris a nado, pra casa do vizinho de avião, atravessar o mundo num passo, tocando meu violão.

Vou pra boate escutar música clássica e pro teatro dançar eletrônica.

Quero pular, quero deitar, quero correr, sorrir, chorar, fingir, contar...

Quero tudo e quero nada.

Quero a vida, aproveitar.

Eu só quero sorrir.

Desiludido

Texto: Guilherme Bayara | Imagem: We heart it

desilusão_morte_ilusão_sonho_alucinação

É tudo ilusão, fantasia, imaginação.

Falsa alegria, falsa tristeza.

Alucinação.

Um mundo de fantasias, pesadelos. Sorrisos derretidos, corações estilhaçados, olhares viciante, beijos fatais.

Um inferno particular, uma ilusão ruim que te prende. Um mundo do qual não há como escapar.

É tudo uma ilusão, uma ilusão real de um ser imaginário. Viagem pelas estradas tortas, incertas, caminhos desprezados. Você está sendo vigiado. Seu coração é refém, sua mente é armadilha. Teu corpo anseia movimento, você é incapaz.

Teu próprio mundo lhe puxa, empurra, joga e agarra. Já são dois de você, corpo e alma, separados, correndo em direções opostas. É uma revolução, confusão, enganação, sua ilusão.

Turbilhão, furacão, solidão...

Escuro, eco, som, vazio, nada.

Corre, cai, grita, sem som, se agarra, se corta, procura, não acha, esquece.

Se mata.

Acorda.

Eterno

Texto: Guilherme Bayara | Imagem: neverendingdawn Edição: Guilherme Bayara

Phone_Call_by_neverendingdawn

Quieto, sem nada para fazer, sem nada pra ler. O telefone toca, atendi sem ver quem era. “Alô?”

“Oi amor.” O som da sua voz doce foi o suficiente pra levantar meu ânimo. Meu coração batia quente novamente.

“Oi” Respondi desconcertadamente.

Fazia tempo que não nos falávamos, e eu sentia falta. Meu corpo sentia falta, minha mente sentia falta, meu coração sentia saudades

A conversa fluiu como sempre.

“Eu preciso de você” confesso.

“Eu estou aqui.” diz tentando me trazer conforto.

“Não é o bastante, preciso de você do meu lado, preciso que você seja meu. Preciso daquele romance outra vez.” paro de falar antes que me arrependa das próximas palavras.

Segundos, eternos, de silêncio.

“Você sabe que eu quero o mesmo, mas isso nos faria mais mal de que bem. Nós já vivemos essa tortura...” escuto uma respiração pesada, como se ele sentisse dor. É claro que ele está sentindo dor! Disse a mim mesmo. “Mesmo que não fiquemos satisfeitos... é melhor assim.” Concluiu.

“Eu sei...” já podia sentir as lágrimas escorrerem em meu rosto.

Escutei um suspiro. “Mas como você esta?” perguntou tentando mudar de assunto. Pensei em mentir, dizer que estava tudo ótimo, que o problema era só a saudade, mas mentir jamais foi uma opção entre nós, a mentira nunca é uma opção quando se conhece alguém tão bem, mesmo que a mentira seja um simples Sim, está tudo bem.

Não tive coragem de responder, apenas respirei fundo, as palavras não saiam de minha boca.

“ O que foi meu amor?” a voz preocupada fez meu coração se apertar. Não precisei dizer uma palavra, minha paralisia diante da pergunta foi o suficiente.

Tomei coragem e comecei a falar sem parar, sem me dar a chance de freiar . “Estou sentindo um vazio... Não sei explicar. Mas é como se eu não conseguisse fazer nada, escrever nada, criar nada. Não rio, não choro, não me divirto... está tudo vazio”

“Você sempre foi o drama em pessoa” disse rindo leve e docemente, o som da risada me fez sorrir. “Você sabe que consegue fazer tudo isso, está tudo com você, sempre esteve. Você é quem está aprisionando tudo novamente.” A verdade estava me deixando mais quente, como se eu estivesse sendo abraçado.

Quem disse que a verdade dói estava enganado. A verdade estava me deixando confortável, feliz, confiante. “É por isso que eu jamais deixarei de lhe amar.” Pude sentir um sorriso do outro lado da linha.

“Nos amaremos até o fim, seja distantes, juntos, sorrindo, chorando, separados...”

“Sempre” dissemos juntos.

“Deveríamos ganhar o prêmio de melhor drama” disse.

“Nós concorrermos seria injusto com os outros” escutei mais um suspiro, dessa vez leve. “Boa noite meu amor.”

“Boa noite” respondi “Te amo”

“Sempre te amarei.”

Unusual you

Texto: Guilherme Bayara | Imagem: We heart it

amor_saudade_fim

Você deveria ter quebrado meu coração.

Deveria ter me deixado com raiva.

Feito lágrimas descerem por minha face.

Deveria ter me feito sentir o coração arrancado do peito.

Você não fez nada disso...

Você me amou como ninguém, não me decepcionou...

Não sei se você é incomum, ou se nós somos, ou se assim nos tornamos...

Ou se só pensamos ser...

Você me deixou um vazio,

Você não o criou, apenas deixou

Deixou-o quando se foi

Quando acabou

Já não via tua face à meses

Mas ouvia tua voz todos os dias

Acabou,

Ficou um vazio

Um vazio que luta para se preencher de amor

Um vazio dentro de alguém que ainda te ama

Dentro de alguém que ainda é amado.

Você deveria ter arrancado meu coração

Me feito sofrer

Mas fez o contrário

Tomou coragem e nos libertou do amor bandido

Um amor que ainda existe, mas não nos rouba mais...

Um amor singelo

Um amor eterno

Uma parte de meu coração não arrancado irá sempre te amar.

Uma parte de mim estará sempre contigo,

meu primeiro,

incomum,

e grande amor.