texto por: Guilherme Bayara | Imagem: Weheartit

Le téléphone sonne avec une profonde tristesse

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Era uma tarde chuvosa, um dia   entristecido. A agonia das múltiplas chuvas me tomava conta.

O telefone toca…

Olho o pequeno visor e vejo teu nome, por um segundo meu céu se abre.

“Oi amor!”

“Oi… Onde você esta?”

Posso sentir o pesar em sua voz e os tons de cinza retornam a minha visão, mas lhe respondo normalmente.

“Estou aqui (…) com alguns amigos”

“Ah… Então pode deixar, eu ligo depois”

Sua voz me transmitia dor.

“Não amor. Pode falar…”

“Depois eu te ligo…”

“Espe…”

E em meus ouvidos param de soar as notas tristes de sua voz e se fazem presentes os dolorosos pulsos do telefone. A agonia me toma por completo, o simples fato de ouvir sua dor, mesmo que não a tenho confessado, me fez sofrer.

“Gui você está bem?”

Me pergunta uma amiga após eu voltar a sala onde nos encontrávamos, sua face é doce. Apenas assenti que sim…

“Saudade (…)?”

Ela pergunta novamente docemente.

“Também…”

Lhe respondi com um voz desanimada…

O tempo se passava impiedoso…

Aperto meu corpo em um abraço forte, tentando manter minhas peças no lugar, não me permitindo desmanchar. Pois é você quem sente dor, devo me manter aqui por você… 

Tento lhe ligar, mas você não me atende.

As horas se passam como facadas, não saber de você é uma tortura.

Já era noite, já havia lhe ligado por muitas vezes e então o telefone toca na sala…

Corro desesperadamente, saindo de meu quarto para lhe atender…

“Amor!”

“…”

Apenas silêncio, e ele me corrói…

“Amor, por favor, fala comigo…”

Escuto apenas um leve choro do outro lado da linha…

“Amor, o que foi? Você esta me deixando preocupado…”

Você me conta cada detalhe, cada sofrimento que lhe atinge, o desolamento no qual se encontra. Cada palavra, cada suspiro, cada lagrima que sei que você derrama me doem profundamente…

“É meu pai, amor. Ele não pode … Ele não pode...”   

E você volta a chorar…

Sinto que vou chorar também, mas não o faço. Tenho de me manter forte para você.

“Calma amor, ele não vai...”

E você apenas chora. Tenho de me manter forte para você, e me mantenho.

Viny

Queria poder lhe pegar por entre os braços e lhe apertar profundamente, queria  poder lhe enxugar as lagrimas que agora você derrama. Queria poder estar ao seu lado e lhe segurar, não permitir que você caia. Mas meu corpo para você desaparece. Agora tudo que tenho a lhe dar são as palavras, a distância me roubou o toque, mas jamais me roubará a palavra! Você sabe que serás sempre meu amor, que sempre estarei ao teu lado não importa quando, que sempre poderá contar comigo. Apenas lhe tenho a palavra, ela não substitui o gesto, ela não substitui o toque, ela não substitui o abraço, mas ao menos ainda a temos. Ainda posso te reconfortar, ainda posse te dizer...

“Tudo ficará bem...”

Ainda posse transmitir meus sentimentos a você. Temos a palavra...

“Amor, mas não sei o que faço. Estou completamente perdido.”

Por um momento você me tira a palavra, pois sinto todo o sofrimento contido em tua voz, toda a desesperança. Isso me cala e isso me dói...

Mas sei que apenas tenho a palavra...

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“Eu te amo! Sempre amarei! Não importa o que aconteça sempre terá meu amor!”

E então nós dois nos perdemos das palavras e nos encontramos em nossos choros, a verdade é que o que nós realmente temos é o nosso amor...

A palavra é apenas como demonstramos uma vez que a distância nos roubou os gestos...

As únicas palavras que tenho são:

“EU TE AMO!” 

Je t'aime pour toujours

“Dedicado a você que pode agora estar sofrendo, mas lhe garanto que toda essa tempestade irá passar. Queria pode lhe apertar por entre meus braços, poder lhe dar abrigo, mas a distância me impede. Mas saiba sempre que te amo e este amor estará sempre contigo.

Te amo e lhe garanto que tudo ficará bem!”