Texto: Guilherme Bayara | Imagem: We ♥ it/Louboutin

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Continuação de Le Visage de Galmour. Não é necessária a leitura do anterior para a compreensão deste. Pois são pedaços independentes, mas juntos formam uma história.

Olá! Não sei se você se lembra de mim, provavelmente não. Não me apresentei da ultima vez. Bom, também não me apresentarei agora, pois o que importa é a história que estou contando. Então continuarei a contar...

Uma mulher poderosa, que havia esquecido suas paixões. Perdão, que havia esquecido sua paixão, após tantos anos resolve buscar o que deixou para trás.

Bom, o poder e influência conquistados agora irão lhe servir de forma diferente. Se antes abrira mão do seu amor para conquistar tanto poder, este há de ser revertido para reencontrar seu amor.

Ao entrar em seu escritório o barulho de seu salto ecoa por todas as salas, aquele barulho que você talvez tenha escutado em “O Diabo veste Prada”, a diferença é o que efeito causado é mais aterrorizante. Sempre usa um belo par de Louboutins, a sola vermelha que é assinatura da marca também se tornou a sua.

Muitos dizem que as solas se tornaram vermelhas, graças ao sangue daqueles em que ela pisou durante o caminho até o topo. Bom, essa é só mais uma das lendas que a rodeiam.

Após sua entrada que congela o mais agitado dos seres, tarefas são delegadas e a procura por seu amor do passado é iniciada. Não responde as perguntas, é ela quem quer respostas.

Muito disseram que ela podia estar ficando louca, afinal por que tal obsessão? Mal sabem eles que aquela que acreditam ter um coração de pedra, tem é um coração partido.

Avisa que não trabalhará no escritório, pois tem que fazer uma viagem. Sem mais, apenas delega.

Os saltos outras vez ecoam pelas salas e ela se retira enquanto seus subordinados continuam a realizar as tarefas extras.

Agora, nossa querida personagem irá à busca de seu amor. Fará algo que não faz há muito tempo, andar as cegas em busca do incerto.

Sem abandonar seus imponentes saltos negros de sola vermelha.

E o que muitos não sabem é que a sola vermelha não é sangue, e sim o amor que ela sempre carregou, escondido por uma fortaleza negra e imponente.

Será que ela é capaz de deixar esse amor sair da proteção de tal fortaleza?

Bom, só o tempo dirá.

Só lhes adianto uma coisa, é preciso à pessoa certa para resgatar este amor...

Parte 1: Le Visage de Galmour