Texto: Guilherme Bayara | Imagem: We ♥ it (We heart it)

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Preso no tedioso passar dos segundos.

Segundos arrastados, torturantes...

Horas que se parecem com dias...

O tempo se confunde em minha mente, as estações se confundem em minha pela...

Me confundo em meus desejos...

Este tempo, que não obedece o próprio tempo, me consome. Minha visão aos poucos perde o sentido, tudo a minha frente é falso, inventivo.

Um tempo travado, um tempo acelerado, um tempo desordenado.

Passagem só de ida para o mundo da loucura...

Não posso me dizer que me sinto como Alice ou muito menos o coelho...

Não estou em país das maravilhas porra alguma...

Talvez eu esteja ás avessas, talvez essa seja a terra dos sem tempo, com tempo. Hora passa, hora para, hora se tem regra, hora se desregra, hora se regressa...

Tudo tão ás avessas que já usei palavras de baixo calão. Não ligo. Foi um momento de destempero em um mundo sem regra, ao menos temporariamente.

Tornados surgem de fendas e sugam os céus. O relógio dá 25 badaladas e se cala. Os tornados se vão...

Um tempo sem tempo, um caminho sem rumo, um momento sem segundos.

O mover silêncioso do ponteiro, o parar estrondoso...

Palavras proferidas sem sentido aparente, em um rosto sorridente...

Mais um emaranhado de dor de cabeça.

E antes que eu esqueça,

jamais adormeça

nessa terra introversa.

AAAAAAAA

Um grito em meio a confusão, um relógio sem padrão.

Eu

Um ser sem noção.

Confusão.

Loucura.

Desordem.

Demência.