Texto: Guilherme Bayara | Imagem: Cristian Phillips on Flickr

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Imerso em minhas fantasias...

Afogado em minha realidade...

Perdido em um mundo lúcido...

Encontrado em um mundo louco...

Já me são tantos dramas, tantos sentimentos, tantos acontecimentos, tantos tantos, que me sinto afogar...

Hora me dói à saudade,

Hora me acalma a lembrança,

Hora me machuca a realidade,

Hora me acalenta a esperança.

Por todo meu corpo sinto as cores, o brilho, a bagunça, a confusão. Fecho meus olhos. Vejo a escuridão, uniforme, tranquila e única.

Não sou mais capaz de mover meus braços, de sair do lugar, meu corpo se congelou.

Escuto apenas meu coração e meus pensamentos. Um som está ritmado, constante e racional. O outro se torna um ruído infernal, bagunçado e completamente irracional. E surpreendentemente, racional, neste momento, é o meu coração.

Meus músculos agora se parecem com o universo, repletos de estrelas, cada uma se movendo independentemente, meu corpo permanece parado. Algumas estrelas se atrofiam e se transformam em buracos negros...

Continuo aqui, onde comecei, deitado, mergulhado, afogado, ainda respirando.

Talvez isso não seja uma grande confusão, uma completa desordem. Talvez seja apenas a vida, seguindo seu curso natural.