Texto: Guilherme Bayara | Imagem: We heart it

I miss

I want it back!

Eu quero de volta!

Quero de volta Novembro passado, quando tudo era simples, quando tudo era lindo.

Quero antes de Novembro passado, quero até Novembro passado, não depois.

Depois jamais.

Sim, guardo boas lembranças pós-novembro, mas estão todas infectadas, todas contaminadas. Quero aqueles dias em que o Sol parecia brilhar mais, que o canto dos pássaros era encantador, quero os dias em que as nuvens eram brancas, quero os dias em que havia apenas amor.

Talvez seja um pouco utópico, um pouco clichê, até um pouco ilusório. Mas eu quero o ilusório, eu quero o clichê, eles me faziam bem, me faziam feliz.

Eu quero Novembro passado de volta, não necessariamente o mês, não quero voltar no tempo, quero tudo que ele representou, tudo que ele carregou, tudo que ele significou.

Lembro claramente daquele mês, quando o sentimento já era grande, quando já podíamos chamar de amor, antes dos dramas, antes dos segredos, antes dos problemas. E o pior de tudo é que, nós, sempre fomos verdadeiros um com o outro, todos os problemas foram externos, mas próximos o bastante para nos afetar... Inclusive o único fator que se manteve constante desde o inicio, à distância, essa foi a que agiu mais lentamente, mais fatalmente.

Quero a sensação de Novembro de volta, a sensação de que distância não importava, quero também a inocência que me dizia que o amor superaria tudo, quero também a força que tinha para suportar tudo. Quero ouvir a sua voz livre de dor, quero ouvir a minha livre de torpor...

Quero o sonho adolescente de volta, meu conto de fadas, meu castelo, meu porto seguro, meu mundo encantado. Não é impossível, eu sei que não é. Já vivi nesse mundo, e não foi ilusão. Foi quando não tínhamos sido martirizados, muito menos mal tratados. Antes de enfrentarmos o inferno e voltar.

Sobrevivemos, disso sabemos. Mas quando iremos voltar a viver?

Eu quero Novembro passado de volta, e lutarei por ele.

Eu quero Novembro passado, quando tudo era simples, quando tudo era bom.

Quando havia apenas amor.