Texto: Guilherme Bayara | Imagem: We heart it

romeo e julieta

O que era uma simples troca de olhares, tornou-se uma grande tragédia.

O que começou com dois corações batendo ardentemente, terminou com dois corpos desfalecendo.

Lembro-me da fase inocente, do tempo tranquilo, do amor puro. De quando não havia sangue. Lembro-me da primeira vez que te vi, um sorriso, apenas um sorriso, os som do meu coração, o som da minha voz. Lembro-me do inicio, quando nos recusávamos a dizer que estávamos apaixonados, nos recusávamos a admitir os ciúmes.

Então veio o primeiro sinal de uma tragédia, o primeiro aviso, as primeiras lágrimas. Neste momento nós nos aproximamos, nos demos apoio, reconhecemos nosso amor. E mal sabíamos nós, que reconhecer nosso amor, em tal momento, marcaria nosso relacionamento para sempre.

Pouco depois as primeiras gotas de sangue caíram, um coração faleceu, e levou junto parte de nós. Após esta tragédia assumimos um compromisso real com nosso amor, o que, novamente, marcaria nossa relação para sempre.

Olhando para trás foi como se ao dizer “Eu te amo”, naquele dia, estivéssemos, também, dizendo “Que venha a torturas”.

Desde então à distância nos consumiu, de forma vil e lenta, fantasmas nos assombraram. As circunstâncias pareciam às famílias desentendidas...

Aos poucos fomos envenenados, enganados...

O amor sempre presente, cada vez mais mal acompanhado.

No fim nos tornamos Romeu e Julieta. Sim, morremos. Sim, ainda estamos aqui em carne e osso, mas o que você me diz sobre nossos corações?

“JULIETA - Que vejo aqui? Um copo bem fechado na mão de meu amor? Certo: veneno foi seu fim prematuro. Oh!

que sovina! Bebeste tudo, sem que me deixasses uma só gota amiga, para alivio. Vou beijar esses lábios;

é possível que algum veneno ainda se ache neles, para me dar alento e dar a morte.

(Beija-o.)

Teus lábios estão quentes.

PRIMEIRO GUARDA (dentro) - Vamos, guia-me, rapaz; qual é o caminho?

JULIETA - Ouço barulho. Preciso andar depressa. Oh! sê bem-vindo, punhal!

(Apodera-se do punhal de Romeu.)

Tua bainha é aqui. Repousa ai bem quieto e deixa-me morrer.

(Cai sobre o corpo de Romeu e morre.)” Romeo e Julieta -William Shakespeare