Texto: Guilherme Bayara | Imagem: We heart it

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Meus desejos, meus pedidos, meus apelos, fluorescentes, coloridos, espalhados por minha pele.

Cada “quero”, dito ou pensado, é como um respingo em mim atirado. Cores fortes e intensas, pois assim são minhas emoções. Meu corpo vai sendo tomado, contaminado, por meus próprios desejos.

Um lado, apenas um lado, metade do ser fracionário. As cores, os respingos não ultrapassam uma fronteira, talvez seja a parte real, onde solitárias cores reluzem sozinhas, apenas as reais. O outro lado, talvez seja o lado da fantasia, onde todos os respingos são livres e espaçosos. Um lado real, um pouco triste, raramente atendido, com poucas cores e respingos contidos.

Minha pele virou meu retrato, minha obra de arte, colorida com meus desejos, escrita em minha arte, tatuada com meus sentimentos. Dois lados, coloridos, cada um a sua forma. A linha do tempo de minha vida, estampa em minha pele, repleta de curvas, cruzamentos e confusões.

Todos os respingos de desejos reluzem no escuro, encantam sob a luz. São milhares de fantasias e sonhos. Do outro lado, os poucos riscos e respingos brilham a luz do dia, tanto quanto a noite, suas cores são hipnotizantes, eles são poucos, pois representam a realidade, mas são luminosos, iluminam os respingos de fantasia, permitem sua existência.

Os pingos de realidade são poucos, mas são mais fortes, encantadores.