Texto: Guilherme Bayara | Imagem: We heart it

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Eu me lembro de quando cruzei os portões da UFMG pela primeira vez. Lembro-me da primeira vez que cruzei estes portões e disse: “Eu estudo aqui”. Estes três últimos anos foram os melhores e os piores anos de minha vida. Sei que muitos dos presentes concordam.

Noites viradas, notas suadas, trabalhos finalizados, olheiras acumuladas, professores, colegas, nomes, palavras, contas, as marcas do teclado nas bochechas, conexões interrompidas, pais que nos diziam “Não vai dormir?” como se o sono fosse uma opção.

Risadas, palhaçadas, músicas, calouradas, namoros, amigos, festas.

Tudo resumido em três anos. Foram 3 ou 4, até 5, anos fantásticos.

Cada décimo fazia diferença, cada hora que os dias pareciam não ter. 48 horas, acordados. 3 horas de sono. Dieta alterada. Apresentações. Cada professor ganhou uma história, alguns apelidos, outros carinho, e uma parte ganhou nosso ódio.

Chorei, sim chorei. Você também chorou. Em algum momento o desespero foi tão grande que as lágrimas simplesmente escorreram. Nenhuma delas foi em vão.

Contagem regressiva, faltam só 5 pontos para passar. As semanas ficam em segundo plano.

Amizades para a vida toda, amores de verão.

A convivência foi tão forte, tão longa. Nos tornamos uma família. E como em toda família, fomos obrigados a olhar para a cara uns dos outros, todo santo dia. Alguns nós passado a detestar, alguns se tornaram indiferentes, alguns foram agradáveis, e poucos nós podemos dizer que passamos a amar.

Lutamos a cada dia, vencemos grandes desafios. Mente aquele que diz, que por nem um milésimo de segundo, não pensou que não aguentaria. Todos nós tivemos momentos vacilantes ao longo do caminho. Temos a agradecer as mais diversas pessoas por nos apoiarem e nos darem forças. Alguns agradecem a Deus, outros agradecem aos amigos, alguns agradecem a um, ou vários, professores, alguns agradecem a família, mas todos nós devemos agradecer a nós mesmos. De nada vale o incentivo, de nada vale o apoio, se não há quem ser apoiado.

Digo-lhes, com a maior certeza, que agora podemos respirar tranquilos, pois o mais fácil já passou.

Nós sobrevivemos, agora é hora de viver.

Viver requer além da sobrevivência.

Cada lágrima, cada sorriso, cada flor, cada diploma, cada mãe, cada pai, cada amigo, cada professor, cada detalhe dentro desta sala nos grita “Sejam Bem vindos. Sejam bem vindos as suas vidas”

Texto dedicado a todos os formandos do COLTEC/UFMG.

Um texto dedicado a todos os meu amigos, que fizeram os últimos 3 anos se tornarem inesquecíveis. Um texto para todos os formandos. Um texto, uma formatura,  e logo, uma vida.