Texto: Guilherme Bayara | Imagem: We heart it

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Sou um poeta sem estrofe. Um cantor sem canção.

Um dançarino sem pés. Um pensador sem cabeça.

Sou menos palavra e mais abraço. Menos conselho e mais beijos. Menos acalento e mais abrigo. Menos correto e mais paradoxo.

Sou mais ou menos, mais pra mais, mas pra menos, tanto faz, estou em modificação.

Sou mais evolução, menos mutação. Mais lágrimas e menos depressão. Uma tempestade de ideias, um rio de atitudes, um lago de virtudes, um oceano de pecados.

Autobiografia, essa é minha escrita. Biografia poetizada, a biografia dos meus sonhos, os personagens que criei.

Muitas vezes escrever um texto é como soprar um dente de leão, você sabe o que está fazendo, mas não sabe onde as sementes irão pousar e muito menos quais irão germinar. É tentar despertar algo em alguém, tocar, simplesmente tocar, causar impacto, e no meio do caminho nós falhamos, muitos passam direto por nossas palavras. Mas sempre há alguém que pega a essência, ou que vê o que você não imaginou ao escrever o texto. Essa é a vida, a mente humana, feita de conexões quilométricas, rapidamente lentas.

Uma tempestade de ideias, uma confusão. Dizem que no caos se encontra beleza, o equilíbrio. O paradoxal fascina, encanta. A realidade te deixa feliz, a fantasia te liberta.

Sou mais abraço e menos palavra. Escrevo torto por linhas retas, metáforas criadas, copiadas, citadas, abusando de clichês, pensando fora da caixa. Sou confuso e este texto não tem tema ou assunto, não tem ponto, é puro entretenimento. Escrevi para aliviar a minha cabeça, e talvez bagunçar a sua.

Ah... a razão fantasiada, o sonhar acordado, o viajar dormindo, o viver com o pé no chão e a cabeça nas nuvens, tudo ao mesmo tempo, em um mesmo corpo.

Não, não procure um sentido. Escrevi este texto sem motivo...

Agora tudo que mais quero, é simplesmente estar contigo.