Texto: Guilherme Bayara | Imagem: We heart it

felicidade_simplicidade

Que se exploda o utópico, que se exploda o perfeito, que se exploda o politicamente correto, que se exploda o politicamente incorreto, que se explodam os padrões, que se exploda a revolta.

Quero sentar na beira do rio com meu casacão, olhar pro nada e rir do vazio. Quero sentar no sofá, ver um filme e tomar um chocolate quente com vinho. Quero ver as estrelas no céu da cidade, o sol no jardim do campo. Quero correr por entre os carros no engarrafamento, dirigir lentamente numa estrada vazia.

Quero nadar às 3 da manhã, almoçar às 4 da tarde, dormir quando me der vontade.

Quero e não quero. A tranquilidade de não ter de escolher. Fugir, andar a pé. Quero colocar um salto, tirar a maquiagem, quero andar descalço e de óculos escuros. Ficar desleixado, esquecer do glamour, que se exploda.

Vou fazer o que nunca fiz, repetir o que gostei, ignorar que desagradou. Vou pra Paris a nado, pra casa do vizinho de avião, atravessar o mundo num passo, tocando meu violão.

Vou pra boate escutar música clássica e pro teatro dançar eletrônica.

Quero pular, quero deitar, quero correr, sorrir, chorar, fingir, contar...

Quero tudo e quero nada.

Quero a vida, aproveitar.

Eu só quero sorrir.