Vulnerável

Texto: Guilherme Bayara | Imagem: We heart it

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Chega um ponto em que todos nós nos sentimos...

Chega um ponto em que tomamos coragem para admitir para nós mesmos que nós somos vulneráveis...

Não é fraqueza, é simplesmente como somos. Mas não tudo que somos.

Somos vulneráveis, e é essa vulnerabilidade que nos faz fortes, que nos faz lutar.

No fundo todos nós sabemos que somos, mas não temos coragem de assumir.

Ficamos fingindo não ser...

É difícil assumir um defeito.

Enfim...

Neste exato momento é assim que me sinto, é assim que estou tentando me expressar, e ainda sim me sinto como uma rocha, fechado.

A vulnerabilidade humana encanta, fascina. A fragilidade revelada nos toca. E, ironicamente, é um dos aspectos mais tocantes em alguém, ver a pessoa se abrir completamente, colocar todos os sentimentos para fora.

Um pouco de vulnerabilidade de vez em quando nos mantém vivos, nos mantém fortes.

Tic…

Texto: Guilherme Bayara | Imagem: We heart it

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Apenas um segundo. Apenas alguns segundos.

Alguns minutos.

Algumas palavras perdidas. Algumas emoções encontradas.

Você perde a medida, e só depois vê que ela era pequena. Um intervalo curto, repleto de surpresas, se torna passado.

Em segundo você está aqui, no outro está contando esta história. São apenas alguns segundos, apenas um relógio vagaroso se alterando com pressa.

É o badalar da meia noite, o raiar do sol, o pôr-se a dormir, deixar-se dançar. É um dia que não passa, uma semana que não chega e depois vai correndo. A impressão que temos de algo que não existe, ou algo que não compreendemos. São apenas alguns segundos para você mudar, tomar uma decisão. Diga sim ou não.

Quem sabe um talvez...

São apenas alguns segundos, em um clico repetitivo, infinito.

Algumas palavras jogadas ao vento, escritas em qualquer lugar, lidas por qualquer pessoa, lidas por ninguém, escritas por alguém.

São apenas alguns segundos.

...Tac.

Wake up call

Texto: Guilherme Bayara | Imagem: We heart it

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Eu gosto de sonhar...

Jamais me acuse de não o fazer. Às vezes acho que sonho até demais.

Mas sonho por sonho, somos todos iguais, são todos iguais.

Sempre gostei de sonhar. Sempre soube que é necessária alguma ação para o realizar.

Sonho por sonho, e fiquei no mesmo lugar.

Jamais fui parado, apenas esperando que ele chegue. Mas também não comecei um movimento continuo, ao menos é o que sinto. Está na hora de me movimentar de forma correta, planejada, de forma a evoluir.

Chega de correr por estradas incertas procurando pelo futuro exato.

Tenho de fazer o contrário, andar por estradas certas procurando por um futuro, ainda, indeterminado.

É quase como um estalo. De repente você que está tudo errado...

Bem, talvez também seja um processo...

Eu já sentia que algo estava errado, mas não sabia o que...

Aí vem o estalo.

De repente você recebe um “Wake up call”, um aviso...

As coisas tem que mudar...

É você quem tem que mudar...

De que serve um sonho se ele continua sendo apenas uma fantasia.

Sonhos que não se realizam não confortam, me incomodam.

Sonhos foram feitos para serem trazidos a realidade.

Sonho por sonho e você continua dormindo.

É hora de acordar, é hora de viver.

Sincero

Texto: Guilherme Bayara | Imagem: We heart it

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Esse é um daqueles momentos em que você quer colocar tudo pra fora... 

Em que você quer apenas falar, sem se importar com o que vai sair.   

Sem poetizar, sem fugir de certas expressões, sem preocupação.   

Na verdade você escreve por estar preocupado, escrever por querer desabafar, escreve mais sentimento e menos português. Não interessa se faz sentido, contanto que te faça feliz.   

É querer desabafar sem ter com quem falar, às vezes sem ter o que falar.   

Não interessa...   

Você só sabe que isto tem de sair do seu peito, e as lágrimas não ajudam, os risos também e não adianta se embebedar... Chocolates, exercícios, trabalho... Nada te dá paz, ou ao menos te distrai...   

Não interessa a escrita, que se exploda a literatura, os bom modos, a coerência e o pudor...   

O que lhe vier à mente, tem de sair pela boca. Desde a mais singela palavra até as mais escrotas.   

Mas...   

...e quando na lhe vem à mente, quando é esta ausência que lhe incomoda, quando é vazio que lhe tortura. Você sente falta, mas não sabe de que... Como reagir?   

A mente parece entrar em colapso...   

Bem, tudo que lhe resta é ser sincero... 

Se entregue, abrace o nada, pois após cruzarem os espaço vazio teus braços apertaram o que lhe é mais importante...   

O vazio está ali para ser preenchido... 

O que está esperando?   

Blackout

Nome: Guilherme Bayara | Imagem: We heart it

As luzes se apagam.

A mente se acende.

Vagando por corredores sem chão. Correndo por entre os pilares que sustentam os tetos...

Mergulhando na água negra, sem me afogar. Conversando, colorindo. Enlouquecendo.

Bolhas de sabão flutuando, estourando, pensamentos se esvaindo.

Uma iluminação dégradé...

Não sei onde estou, não sei o que faço e muito menos o que vejo...

É... “Só sei que nada sei”

Então espero o despertar, o acordar de um pensamento, o abrir dos olhos...

O me libertar...

Ou o me prender...

Depende do que você chama de liberdade...

Um mundo múltiplo, ambíguo feito de estradas sem fim...

Bem, é nessa parte que me perco, já não sei qual se encaixa melhor na descrição, o sonho ou a realidade.

Um dia eu descubro, ainda tenho muitos sonhos e muita realidade pela frente.

Behind the scenes

Texto: Guilherme Bayara | Imagem: We heart it

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Por trás das cenas,

Essa é aparte privada de nossas vidas, a parte que ninguém vê.

A parte que começamos a expor...

Por trás das câmeras, nossos olhos, nossas mentes. Por trás de nossos pensamentos. Socializados, compartilhados, gostados, repassados, curtidos.

24 horas conectados, 70 batimentos off-line.

Minha vida é como a saudade, o Google não traduz.

A unicidade de um pensamento, multiplicado por multidões, encontrando semelhantes. Talvez não tão sozinho. Essa luz que ilumina meu rosto é a mesma que tapa o Sol. Essas palavras que me trazem o seu gosto, são as mesmas que me consolam debaixo do lençol.

Polifônico, real tone, stereo... Fértil.

Um olhar de gigas, um corpo de teras, uma mente em loop infinito.

Por trás das câmeras, por trás dos celulares, por trás dos teclados...

Por trás de tudo isso, existe algo, meus bastidores. Pode até parecer, mas não, eu não compartilho.

Os bastidores, o mistério, é isso que nos mantêm interessados. Os pedaços de informação nos deixam com vontade de montar o quebra-cabeça inteiro.

Por trás das lentes, por trás dos seus olhos.

A única pessoa com acesso aos bastidores...

... é você.

Bem vindo, essa é sua mente.

…simplesmente…

Texto: Guilherme Bayara | Imagem: We heart it

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Sou um poeta sem estrofe. Um cantor sem canção.

Um dançarino sem pés. Um pensador sem cabeça.

Sou menos palavra e mais abraço. Menos conselho e mais beijos. Menos acalento e mais abrigo. Menos correto e mais paradoxo.

Sou mais ou menos, mais pra mais, mas pra menos, tanto faz, estou em modificação.

Sou mais evolução, menos mutação. Mais lágrimas e menos depressão. Uma tempestade de ideias, um rio de atitudes, um lago de virtudes, um oceano de pecados.

Autobiografia, essa é minha escrita. Biografia poetizada, a biografia dos meus sonhos, os personagens que criei.

Muitas vezes escrever um texto é como soprar um dente de leão, você sabe o que está fazendo, mas não sabe onde as sementes irão pousar e muito menos quais irão germinar. É tentar despertar algo em alguém, tocar, simplesmente tocar, causar impacto, e no meio do caminho nós falhamos, muitos passam direto por nossas palavras. Mas sempre há alguém que pega a essência, ou que vê o que você não imaginou ao escrever o texto. Essa é a vida, a mente humana, feita de conexões quilométricas, rapidamente lentas.

Uma tempestade de ideias, uma confusão. Dizem que no caos se encontra beleza, o equilíbrio. O paradoxal fascina, encanta. A realidade te deixa feliz, a fantasia te liberta.

Sou mais abraço e menos palavra. Escrevo torto por linhas retas, metáforas criadas, copiadas, citadas, abusando de clichês, pensando fora da caixa. Sou confuso e este texto não tem tema ou assunto, não tem ponto, é puro entretenimento. Escrevi para aliviar a minha cabeça, e talvez bagunçar a sua.

Ah... a razão fantasiada, o sonhar acordado, o viajar dormindo, o viver com o pé no chão e a cabeça nas nuvens, tudo ao mesmo tempo, em um mesmo corpo.

Não, não procure um sentido. Escrevi este texto sem motivo...

Agora tudo que mais quero, é simplesmente estar contigo.

Puxe-me de volta

Texto: Guilherme Bayara | Imagem: We heart it

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Nós dois, só nós dois.

Intimidade, carinho, amor. Grudadinhos, abraçados. É como se a gravidade nos puxasse, um em direção ao outro.

Vem voando, atravessando distâncias, desbravando florestas, vem voando rumo a mim. Vou correndo, sem direção, cortando caminho, pulando fendas, nadando rios, vou correndo em tua direção. É uma atração forte e inevitável. É amor se manifestando de forma física, puxando nossos corpos gravitacionalmente.

Um mundo de estrelas, só nosso. Todas cintilando ao nosso redor, teu rosto brilha, me puxa pra mais perto. Teus lábios tocam os meus, nossos braços percorrem ambos os corpos, sem desgrudar por nenhum segundo. O caos neste universo é o que o deixa tão lindo. Majestoso.

Mas aos poucos parece que fomos puxados para longe, como se a gravidade em nossos corpos deixasse de existe, ou apenas de nos puxar, passasse a nos afastar. Meu coração ainda me diz que a direção certa é aquela na qual se encontra, mas meu corpo continua a te desencontrar. Estendo os braços em busca de ajuda, não alcanço os teus braços, que repetem o mesmo movimento.

Ainda te amo,

então me puxe de volta.

Que também te puxarei.

Pequenos frascos...

Texto: Guilherme Bayara | Imagem: We heart it

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Dizem que nos pequenos frascos se escondem os melhores perfumes.

Que não devemos julgar um livro pela capa.

Que podemos nos surpreender.

Nos pequenos segundos explodem as maiores emoções, boas ou ruins. Numa fração de tempo, um infinito de emoção. Um paradoxo descomplicado, pois todos já o sentimos.

Nos poemas mais curtos pode-se encontrar a beleza mais singela, e encantadora. Na simplicidade de uma flor, vê-se a elegância que falta ao buquê.

Em uma palavra, uma pequena palavra, se encontra a maior concentração de sentimentos que existe...

amor